26 de julho de 2011

É como diz Amy Winehouse "my tears dry on their own", ultimamente tenho me sentido tão sozinha, me dei conta de que AMIGO DE VERDADE, eu não tenho nenhum. É, e por mais que eu tenha minha mãe e meu namorado, não é a mesma coisa porque quando brigo com um deles e não posso contar com o outro, eu estou sozinha. Sempre tive dificuldades pra me relacionar com as pessoas, tanto para amizade, relacionamentos e até com a minha própria família, ás vezes acho que meu destino é acabar sozinha mas não amargurada com a vida, apenas sozinha. Uma pessoa que não precisa de ninguém, vive bem com as pessoas mas sem elas está bem também sabe, ás vezes essa parece a melhor forma de viver. Ás vezes, porque essa minha mente atordoada, acumulada e apressada mal me deixa formar algum pensamento/ideal para meu futuro que já muda tudo novamente. Preciso de novos ares, conhecer gente nova. É, eu de novo nessa situação, até parece que amizade tem prazo de validade.. Venceu as minhas e eu preciso ir atrás de outras. A verdade é que você só se dá conta de quem é seu amigo, quando os coloca a prova e eles falham. Quando você diz que precisa e quer estar com eles e eles te abandonam sem um bom motivo. Quando percebi isso, comecei a relembrar momentos onde eu fazia de tudo pelo filho da puta e quando eu precisava do mesmo esforço por mim, era me dada as costas. Acho que essas coisas acontecem para a gente aprender a não precisar de ninguém. Tenho essa maldita mania de SUPERESTIMAR as pessoas, acho que aceitei muita coisa que não deveria, só pra não "perder o amigo". Sempre tive medo de ser uma pessoa sozinha e não aceito ser assim, por isso escondo isso de todo mundo. Engulo muito sapo por puro medo de algum dia, olhar ao redor e não ter ninguém lá por mim. Preciso perder esse medo, levando em conta o meu já fadado destino a solidão. Tentei mudar não deu, tentei conviver com a mudança e me fez mal então o negócio é aceitar e me adaptar. E quanto aos poucos que restam na minha vida, valorizá-los.

25 de maio de 2011

"(...) tudo que parece seu, ande e agarre já (...)"

Trecho da música que está tocando nesse momento no rádio, diz tudo sobre o momento que estou passando. Meus relacionamentos nunca duravam porque era o seguinte: Complicou alguma coisa? Há alguma diferença forte? Pulava fora imediatamente! E quando tentava, parecia que ia contra minha natureza impulsiva, e isso me matava aos poucos.
Mas agora não, ao todo quase 4 meses já, tive meus momentos "vou abandonar esse barco" mas juntos conseguimos superar, e permanecer cada vez mais fortes e confiantes em relação aos nossos sentimentos. Está tudo tão bem, que tenho até medo de comentar com alguém sobre isso porque é aquele esquema, é eu falar que está tudo ótimo na minha vida que tudo desanda! Fico na pior! Dá tudo errado! É incrível, não sou muito de acreditar nessas coisas místicas mas com olho gordo não se brinca, meu amigo.
Nós somos completamente diferentes em relação a estilo, gosto e alguns pensamentos mas nos compensamos tão bem em quesitos importantíssimos como afinidade, química, intimidade, liberdade pra falar sobre qualquer coisa, que as diferenças se tornaram algo mínimo e passa valer a pena pra lutar por aquilo.
Ele muitas vezes me diz que por mais que tente não consegue me entender, mas mal sabe que em certos aspectos ele vê atravez de mim, me enxerga por dentro. Diz que sou impossível de definir mas me descreve exatamente como sou, capta detalhes que passam imperceptíveis aos olhos comuns, domina perfeitamente a arte de me desvendar. Certas vezes me sinto frágil ao seu lado, porque ele tira toda essa máscara e penetra na fortaleza que construí ao redor do meu eu verdadeiro, entra calmamente e se sente bem. E eu me sinto bem novamente. Protegida, confortável e em paz.
Tudo está tão bom que não gostava de pensar a respeito, para não me encher de dúvidas e novamente aquele dilema vir a tona, mas quanto mais tempo se passa, mais certezas venho tendo, vontade de enfrentar o mundo para ficarmos juntos. Eu posso viver sem ele, mas não quero. A vida com ele é melhor.
Ás vezes sou teimosa, quero ser independente, sair com minhas amigas pra loucura e foda-se tudo! Só que cada vez mais que abuso da teimosia, colo um "ninguém manda em mim" na testa, abro o peito e vou, me arrependo. Sinto falta dele. Sinto falta de como me sinto com ele. E me sinto uma pateta. Nunca me imaginei assim por ninguém.
Eu, apesar de ser um pouco (sim, um pouco!) egoísta, estou aos poucos aprendendo a olhar meus defeitos e conviver com eles, isso me faz encarar os dele com mais facilidade e aceitá-los sem pestanejar.
Estou aprendendo muito com ele, juntos estamos fazendo novas e diga-se de passagem maravilhosas descobertas. Ter alguém que você gosta para compartilhar as coisas, por menores e fúteis que sejam, é bom demais.
Não abro mão disso, não vou desistir de nós.

“Porque te ver remando, me dá vontade de não querer parar de remar também.
Caio F.

15 de fevereiro de 2011

(..) I just watched her make / The same mistakes again (..)

A arte de depositar expectativas e se foder. Denovo. Dizem que depois de cometer um erro, a pessoa aprende com ele e nunca mais volta a fazê-lo, bom, eu devo ter algum sério problema em relação a memorização de lições aprendidas, quando dou conta da merda, já era.
Babaquice essa coisa do ser humano de precisar de alguém para ser feliz, já dizia Drummond "eta vida besta, meu Deus". Nunca acreditei nisso porque se for realmente assim, ninguém nunca será feliz. As pessoas são tão egoístas, achando que o mundo gira em torno do umbigo delas que não param pra pensar, que quando estão lá despejando suas mágoas nas costas dos "amigos", eles podem ter algo muito maior a ser carregado.
Ninguém é obrigado a lidar com a dor de ninguém. Aí você vem e me diz "ninguém pode julgar o que se passa dentro dos outros, o que pra você não é nada, para outra pessoa pode significar tudo" e aí te respondo: o mesmo vale para os ouvintes, e os burros de carga da mágoa alheia? Ficam como? Quem irá calar a boca e parar para ouvi-los?
Autossuficiência é o caminho. No mundo de hoje, nem dentro da própria família se acha conforto, cada um que se console. Cada um por si.
Em um mundo onde a tecnologia avança cada dia mais, os sentimentos são deixados para trás e a humanidade se arrasta em um mundo artificial, onde se força felicidade, os sorrisos são por pura conveniência e seus "amigos" acham que seus ouvidos são um divã e você vive para ouvi-los, achar a sua válvula de escape é fundamental para conseguir se manter vivo e na luta.
Queria agradecer a tudo aquilo que me ajuda a seguir em frente.
Obrigado música, pela compreensão.
Obrigado Bukowski, Kerouac, Caio F., Clarice, Florbela... Pelos conselhos.
Obrigado escrita, minha válvula de escape.
 
 
Copyright © Confissões de uma futura ___________
Blogger Theme by BloggerThemes Design by Diovo.com